Uma vez eu li um texto, que gosto muito, de um líder eclesiástico chamado Dieter F. Uchtdorf que fala que parece haver algo dentro de nós que resiste aos finais e que isso acontece porque somos feitos da matéria da eternidade. Essa fala me fez pensar na dificuldade que eu tenho em lidar com os finais, de abrir mão de algo ou alguém ou até mesmo de fazer pausas. Tenho vivido esse dilema atualmente na área profissional. Estudei arquitetura por anos e tem sido tão difícil dizer um "até logo". Sou feliz criando conteúdos de inglês e empreendendo, mas isso não diminui o quão difícil é não exercer a profissão que eu me esforcei tanto para ter, porém ao priorizar tantas coisas como maternidade, casa, casamento, empreendedorismo, arquitetura, serviço voluntário, faculdade, eu acabo deixando a minha saúde física e emocional de lado. Eu percebi que não estou me debatendo porque estou trabalhando com inglês, mas porque não quero abrir mão de outra coisa que eu gosto muito, mesmo que seja por um breve momento.
Hoje eu trouxe o Arthur para dormir comigo. Ele estava dormindo no quarto dele e eu o trouxe para sala, onde eu estava assistindo série. Foi um processo nada fácil o do Arthur aprender a dormir sozinho no quarto dele, e sou grata por ele ter conseguido aprender a dormir sozinho, mas hoje eu simplesmente o tirei do quarto dele para ficar perto de mim e foi tão bom. Eu fiquei o observando, passando os dedos no cabelinho dele e nesse tempo eu percebi que hoje eu posso ser a Diulia empreendedora, a Diulia teacher de inglês, porém amanhã eu poderei ser a Diulia arquiteta novamente. Eu posso mudar de carreira, posso ficar em dúvida sobre em qual Diulia profissional focar, mas algo que eu não tenho dúvida e que nunca mudará é que ser mãe do Arthur é o que há de mais precioso na minha vida. Em meio a dúvidas, precisamos focar no que sabemos com certeza. Em meio a fazer escolhas, precisamos entender que abrir mão de algo ou fazer pausas, não significa que falhamos ou somos fracas, mas de que temos prioridades diferentes. Fazer uma pausa, abrir mão de algo, não é dizer adeus, é abrir espaço suficiente para que uma nova versão ou oportunidade possa ser nutrida dentro de você até o florescer.
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